O que é piscicultura e como começar uma criação de peixes
A piscicultura é um dos ramos da aquicultura: o cultivo de peixes e de outros organismos aquáticos em ambiente controlado, do nascimento até o ponto de consumo ou de pesca. Cresceu muito nos últimos anos e movimenta uma parte importante da economia rural do Brasil.
Como se tornar um piscicultor
O primeiro passo é conhecer as normas da sua região. A criação precisa ser estruturada de acordo com os órgãos ambientais, com licença da propriedade e outorga do uso da água, para que o produtor comercialize de forma legal. Os peixes são avaliados pela vigilância sanitária e precisam atender aos padrões de qualidade para consumo.
Infraestrutura
O sucesso depende principalmente da escolha do local. Água em quantidade e qualidade, solo, topografia e clima precisam ser analisados antes da implantação. A piscicultura pode ser feita em represas, lagos artificiais, tanques-rede, tanques elevados ou viveiros escavados. As duas alternativas mais comuns são o lago artificial e o viveiro.
Espécies
A escolha da espécie precisa considerar o consumidor. Mesmo que um peixe tenha resistência, crescimento rápido e boa conversão alimentar, se a aparência e o sabor não agradarem, é melhor cultivar outra. As mais indicadas para começar são pacu, tilápia, carpa capim, carpa colorida, curimbatá, dourado, lambari, piauçu, piracanjuba e outras.
Cuidados especiais
No início, os peixes comem de 3 a 5 vezes por dia. Depois dos seis meses entram na engorda, com quantidades maiores de ração, de 5 a 8 vezes ao dia. Para a reprodução, os casais de cada espécie ficam separados por 15 a 30 dias e as ovas vão para outro tanque até um mês de vida.
Piscicultura recreativa: o lago de lazer
Para o lago de lazer recomendamos um peixamento específico para a finalidade, com espécies atrativas para a pesca e para a mesa, e que convivam bem juntas. Ocupando superfície, meia água e fundo, o viveiro fica interessante para todo mundo, das crianças aos adultos.
Antes do peixamento, observe a região e o clima, a qualidade da água, o tamanho do lago (é ele que define quantos peixes cabem) e a homogeneidade do lote. A consultoria técnica da Rio Doce avalia tudo isso e sugere a melhor combinação para o seu caso.
Texto baseado em material da Engepesca, adaptado pela Rio Doce Piscicultura.
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